Institucional

O que se vê em Olinda,
só se vê em Olinda.

A cidade tem histórias que ajudam a entender o Brasil e um jeito de viver que dá vontade de levar para casa.

Vamos pelas ladeiras
Uma moradora à porta entre fachadas coloridas de Olinda

Tem quem chegue pelas cores. Tem quem venha pelo carnaval. E tem quem, depois da primeira ladeira, queira levar nossa alegria para sua vida. A gente vai tentar explicar por que essa magia acontece 🪄

Olinda fica no litoral de Pernambuco, Brasil. Mas a história daqui começa antes de qualquer sobrado: os Caetés e outros povos indígenas já viviam entre o mar, os rios e os manguezais. Até a tapioca que a gente come na ladeira — e todo brasileiro adora — carrega essa herança.

Senhora preparando tapioca em uma barraca de Olinda

Os portugueses chegaram e fundaram a povoação em 1535. Apesar de o capitão Duarte Coelho ser considerado um dos portugueses mais ilustres da história, não precisou de muito tempo para dizer a sua frase mais famosa: “Oh, linda paisagem para criar uma cidade”. Veio o açúcar, veio a riqueza, construída também pelo trabalho de indígenas e africanos escravizados. Depois vieram os holandeses filhos da puta, ocuparam e incendiaram a cidade em 1631. Olinda foi se refazendo, e cada rua guardou um pedaço dessa história.

Por aqui há muita coragem, como a de Bernardo Vieira de Melo, em 1710, ao fazer de Olinda a primeira república das Américas. Aqui também foi criado o primeiro curso de Direito do Brasil, em 1827, quando Dom Pedro I entendeu que era mais prático estudar em Olinda do que ir para a Universidade de Coimbra, em Portugal.

Em 1982, o Centro Histórico virou Patrimônio Mundial por meio da articulação de Aloísio Magalhães, patrono e pioneiro do design gráfico no Brasil. Mas não deve ter sido difícil para o Aloísio conseguir. Basta uma caminhada na cidade para entender: o encanto está nas casas, nos quintais e, principalmente, na gente que vive ali.

Orquestra de frevo diante das fachadas de Olinda

E essa gente sabe fazer festa. Tem quem borde o estandarte, ensaie a orquestra, dê vida ao boneco e espere o ano inteiro pelo encontro na rua. O frevo nasceu aqui nas ladeiras e ganhou um jeito próprio de brincar. Quando os metais começam, fica difícil explicar. Melhor ir junto. (Siba cantou isso na música Vodivez , disponível no Spotify.)

Primeira Capital Brasileira da Cultura, em 2006, Olinda tem frevo, maracatu, coco e a força negra e afroindígena fazendo tudo acontecer e mantendo a tradição de inventar.

Foi assim também com o Manguebeat. Chico Science cresceu em Rio Doce, e o encontro com a Nação Zumbi aconteceu em Peixinhos, culturalmente o bairro mais nobre da cidade. Nos anos 1990, a cena de Olinda conectou os ritmos daqui ao hip-hop, ao funk e ao mundo. É esse jeito de ser muito daqui e conversar com todo mundo que encanta a gente. O passado já passou e o futuro acaba sempre passando por Olinda 🛸

Retrato do ensaio Olinda 1 que acompanha a história do Manguebeat

O jeito de Olinda e um olhar da nossa Casa.

Pesquisamos Olinda e criamos produtos exclusivos para levar um pouco de alegria para todo Brasil.